quarta-feira, 20 de junho de 2012

Petista visita hospitais e constata hiperlotação, falta de macas e de leitos


“Uma vergonha a saúde pública em nossa capital”, com essas palavras o deputado Cabo Almi (PT-MS) denuncia o que presenciou nos Hospitais Universitário e Hospital Regional em Campo Grande pela falta de leitos para os pacientes que ficam estendidos pelos corredores em cima de macas retidas do SAMU e do Corpo de Bombeiros que fazem os traslados até aquelas unidades de saúde. Com isso os veículos que prestam socorro, também permanecem retidos por não se encontrar lugares para deixar os pacientes.

Cabo Almi disse que com a hiperlotação, a falta de leitos e a falta de macas, os pacientes são tratados de forma precária e desumana, por isso precisamos urgente encontrar uma saída para essa crise que corta o nosso coração ao meio.

Segundo explicações do diretor do HU – Hospital Universitário, José Carlos Dorsa Pontes, as ambulâncias ficam paradas porque ao deslocarem os pacientes para os hospitais, muitas vezes, as macas do Samu acabam retidas com as vítimas nas dependências da emergência da unidade. Superlotados, os hospitais acabam por necessitar das macas para que os primeiros socorros sejam realizados. O principal problema, enfatiza ele, continua sendo a falta de leitos. “Temos o mesmo número de leitos na UTI que tínhamos há 30 anos”, alegou. O número de leitos atual é por volta de 250, sendo 30 na Unidade de Terapia Intensiva.

Durante a visita da comissão, pelo menos quatro ambulâncias foram constatadas à espera da liberação das macas. Pontes afirmou que as condições atuais do hospital refletem o sério sucateamento enfrentado há 30 anos. “A partir de 2008, o cenário sofreu alterações e muitas coisas mudaram para melhor, mas ainda vivemos marcas dos problemas sentidos na época”, afirmou.

Uma solução para o problema, sugere Pontes, seria providenciar hospitais de retaguarda para atender pacientes de menor complexidade. O hospital São Julião e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) seriam opções viáveis, segundo o diretor. “Porém, é preciso estruturá-los e contratar equipes para atender a demanda”, ressaltou.

A visita dos parlamentares da Comissão de Saúde se estendeu ainda pelas dependências do Hospital Regional que, segundo denúncias, também tem passado pelo mesmo problema. Em reunião com a Comissão de Saúde, o diretor administrativo e financeiro do HR, Mauro Roberto Marcusso, confirmou a retenção das macas do Samu no local devido à falta de macas retráteis para transportar os pacientes que necessitam de atendimento.

Cabo Almi se posiciona totalmente contrário ao sistema adotado e diz que as UPAs (Unidades de Pronto Atendimentos) devem atender os pacientes de forma que ao final, estes possam voltar para casa com seus problemas resolvidos e não serem encaminhados para os hospitais que já estão sufocados com o excesso de pacientes e sem as condições adequadas para o seu funcionamento.

Ao final disse o deputado “é preciso acabar com essa mania de maquiar as informações, dizendo que a saúde em nosso estado está muito bem, isso não é verdade e muitas pessoas estão perdendo a vida por não encontrar os meios eficientes para um atendimento digno e humano”.

Fonte: Site do deputado Cabo Almi

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