O vereador Alex (PT) protocolou esta semana na Câmara Municipal dois projetos de lei que atendem a um grande anseio popular. Ambos foram apresentados na sessão da última terça-feira (19). O primeiro institui a isenção ou remissão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis atingidos por enchentes e alagamentos ocorridos depois de 1º de setembro de 2010. O outro modifica a Lei Complementar 58, de 30 de setembro de 2003, que institui a Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip), para fixar o valor cobrado nas contas de energia da população, que hoje é variável de acordo com o consumo.
Segundo Alex, o perdão do IPTU para as vítimas de enchentes é uma questão de justiça tributária. “Muitas das casas que foram alagadas pelas recentes chuvas de Campo Grande foram afetadas por causa de obras do Município que não estavam devidamente preparadas para aquela situação, como foi o caso do Jockey Club (por onde passa a Via Morena), ou pela falta de drenagem. A Prefeitura tem sua parcela de responsabilidade nesse casos e, por isso, nada mais justo que o poder público procure ajudar os cidadãos e cidadãs que tiveram prejuízos em seus lares”, destaca.
No caso da Cosip, também conhecida como taxa de iluminação pública, o vereador petista, por meio de estudos técnicos e universitários, constatou que, com o reajuste médio de 18% nas tarifas da Enersul, a arrecadação da Prefeitura ao ano com a Contribuição deve saltar de R$ 40,8 milhões (em 2010) para R$ 72 milhões. Dessa receita específica, apenas cerca de R$ 30 milhões são utilizados pela Prefeitura para a manutenção e os serviços do sistema.
“Se vai sobrar algo em torno de R$ 40 milhões, para onde vai esse dinheiro, já que essa é uma receita carimbada e exclusiva para a manutenção do sistema? Então, se sobrar dinheiro sem prejuízo da manutenção, é perfeitamente viável que a Prefeitura abra mão dos índices tão elevados que vem praticando para fazer o caixa da Cosip”, deduziu Alex.
Pelo projeto de lei do vereador, a taxa de iluminação pública seria fixada em R$ 5 para clientes residenciais e R$ 10 para clientes não residenciais. “A Prefeitura de São Paulo adotou esse formato e funciona bem lá, portanto me parece viável de ser aplicado aqui. Seria uma forma de fazer justiça tributária com a população. Do contrário, com esse reajuste da Enersul, o valor que o contribuinte paga pela Cosip vai ser ainda maior”, concluiu Alex.
Fonte: Site do vereador Alex