terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Formação a distância ao professor rural


Professores da educação básica que trabalham em municípios próximos a 77 pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB), nas cinco regiões do país, começam este ano um curso de especialização em educação do campo. A formação a distância, que será feita por oito instituições públicas de ensino superior integrantes da Rede de Educação para a Diversidade, atenderá 3.280 professores que lecionam em escolas rurais.

De acordo com Armênio Schmidt, diretor de educação para a diversidade da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, as escolas do campo somam hoje mais de 40 mil professores sem licenciatura. Além de não ter curso superior, a expressiva maioria leciona sem qualificação adequada à escola rural. O caminho para qualificar professores em exercício, num país continental, diz o diretor, é a Universidade Aberta. “A UAB combina atendimento em escala com qualidade”.

Para atender os professores com graduação, o ministério abriu uma especialização com 420 horas que acontecerá este ano; para os docentes com ensino médio, criou uma licenciatura específica, também oferecida por universidades públicas. Em 2009, além da especialização, o MEC lançará editais para cursos de aperfeiçoamento em educação do campo com carga horária de 180 a 220 horas, via UAB.

Entre os conteúdos que fazem parte dos cursos, Armênio Schmidt cita a legislação do campo, as diretrizes curriculares aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação, a proposta pedagógica para as classes multisseriadas, os conteúdos do quinto ao nono ano do ensino fundamental e do ensino médio por áreas do conhecimento, além de materiais didáticos e pedagógicos de apoio aos professores.

Encontro – Os coordenadores dos cursos de especialização na temática do campo das oito instituições de ensino superior estão reunidos em Brasília, até esta quarta-feira, 18, para definir a formação de tutores e apresentar o calendário das aulas. A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), por exemplo, fará o curso de abril de 2009 a setembro de 2010. Os 350 professores selecionados pelos municípios para o curso a distância da UFES serão atendidos em dez pólos da UAB no estado.

Participam do encontro, coordenadores das universidades federais de Alagoas (UFAL), que formará 100 professores, em dois pólos; do Espírito Santo (UFES), 350 professores, em dez pólos; do Paraná (UFPR), 350 professores, em dez pólos; de Mato Grosso do Sul (UFMS), com 250 professores e oito pólos; de Brasília (UnB), com 100 professores e quatro pólos; as universidades estaduais de Montes Claros (Unimontes/MG), com 780 professores e 13 pólos; e do Maranhão (Uema), com mil professores e 20 pólos; e o Instituto Federal do Pará, que atenderá 350 professores em dez pólos.

Fonte: Ministério da Educação

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Deputado elogia atuação de sindicatos em favor dos trabalhadores


O deputado estadual Pedro Kemp (PT) elogiou durante a sessão desta quinta-feira, 05, a atuação dos sindicatos dos trabalhadores ligados ao setor industrial do Estado. As centrais sindicais anunciaram ontem à imprensa que não aceitam proposta feita pela FIEMS (Federação da Indústria de Mato Grosso do Sul) que prevê redução de salários e jornada de trabalho em torno de 25%. A medida teria como foco contornar os efeitos da crise econômica mundial que ameaça gerar mais demissões no Estado.

Para as entidades representativas dos trabalhadores, a Federação, no entanto, não comprovou que a indústria em Mato Grosso do Sul tem enfrentado problemas decorrentes da recessão mundial. A proposta da Fiems foi apresentada no final de janeiro e a discussão se estende há dias. Nova rodada de debates acontece na próxima segunda-feira, 09, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). No encontro, os trabalhadores querem também a participação do governo e das prefeituras.

Durante a sessão legislativa, o deputado Pedro Kemp defendeu a atuação dos sindicatos e demais entidades ligadas ao setor industrial que vem fazendo um debate em defesa do trabalhador. “Sempre a proposta é para demitir trabalhadores. Nós temos que nos somar às centrais sindicais”, enfatizou, lembrando que existem setores, como o bancário, que tem recursos disponíveis para enfrentar a crise.

Fonte: Site do deputado Pedro Kemp