Mais de 16 mil jovens agricultores de seis estados ingressam, na primeira semana de setembro, em cursos do programa Projovem Campo – Saberes da Terra, que dá formação equivalente ao ensino fundamental. São agricultores com idade entre 18 e 29 anos, alfabetizados, com ensino fundamental incompleto, da Bahia, Paraná, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Santa Catarina, conforme tabela.
Os agricultores farão um curso de dois anos que combina conhecimentos teóricos com formação profissional em agricultura familiar. Este ano, o Projovem Campo abre oportunidade de conclusão do ensino fundamental a 35 mil agricultores na faixa de 18 a 29 anos residentes em 19 estados. Deste conjunto de estados, quatro começaram as aulas em junho e julho: Mato Grosso tem em sala de aula 1.100 agricultores; o Pará, 2.100; Tocantins e Espírito Santo, 800 cada.
O consultor do programa na Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, José Roberto Rodrigues de Oliveira, explica que os nove estados restantes ainda estão no processo de matrícula dos agricultores ou na formação inicial dos professores, etapas que precedem o início das aulas.
Parceria - O ProJovem Campo é uma ação do governo federal desenvolvida em parceria com as secretarias estaduais de educação e com uma rede de instituições públicas. A formação de jovens agricultores com pouca escolaridade reúne os ministérios da Educação, Desenvolvimento Agrário, Trabalho e Emprego, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Secretaria-Geral da Presidência da República.
É responsabilidade das universidades fazer a formação dos educadores e dos coordenadores de turmas indicados pelas secretarias estaduais. A preparação tem carga horária de 360 horas e transcorre durante os dois anos do curso. Ao final, professores e coordenadores recebem um certificado da instituição formadora que pode ser de especialização ou de extensão.
Já os agricultores fazem o curso no sistema de alternância (um período na escola e outro na propriedade). O currículo de 2.400 horas aborda cinco temas: sistemas de produção e processo de trabalho agrícola; desenvolvimento sustentável e solidário; economia solidária; cidadania, organização social e política pública; agricultura familiar, etnia, cultura e identidade. Além dos temas que tratam da profissão, os alunos vão estudar linguagens, ciências exatas, formação humana e profissional. Ao final do curso, recebem certificado de conclusão do ensino fundamental com qualificação profissional.
Recursos – O investimento do governo federal na formação dos 35 mil agricultores é de R$ 111,2 milhões. Destes recursos, R$ 84 milhões são para os 19 estados e R$ 27,2 milhões para as 19 instituições de ensino público parceiras da ação.
Fonte: Ministério da Educação