Hoje, ao ocupar a tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Laerte Tetila disse que a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, da qual é presidente, não poderia ficar indiferente às denúncias de trabalho escravo na usina Infinity, localizada no município de Naviraí.
A denúncia faz parte de um longo relatório elaborado pelo Ministério do Trabalho. "Há, nesse relatório, fortes indícios de sofrimento humano no corte da cana, o que pode configurar um desrespeito à vida humana", afirmou o deputado petista.
Na usina, em Naviraí, trabalham aproximadamente 800 pessoas. Tetila questiona o fato da usina, de nível tecnológico tão elevado, ser acusada de submeter a sua mão-de-obra a um regime próximo aos dos tempos de cativeiro.
"Com certeza, as denúncias até poderiam ser vagas ou imprecisas, caso não contassem com chancela do Ministério do Trabalho", salientou o deputado. Ninguém, segundo Tetila, tem o direito de submeter trabalhadores a condições degradantes, ainda que a premissa maior seja a de geração de empregos.
"A propósito, um Estado não chega ser moderno apenas porque modernizou a sua indústria, a sua agricultura, a sua pecuária ou por possuir importantes universidades, mas quando o humanismo seja indispensável nas relações humanas", destacou Tetila.
Como presidente da Comissão de Direitos Humanos, Trabalho e Cidadania da Assembleia Legislativa, Tetila conclamou todos os deputados a lutarem pelo fim de qualquer trabalho degradante no Mato Grosso do Sul.
"Porque vai ser dolorido ver o nosso país estampado nos relatórios da Organização das Nações Unidas, da Organização Internacional do Trablho e da Anistia Internacional como um país escravocrata, tendo o nosso estado como destaque?, esclareceu o petista Laerte Tetila. ?A empresa, com esse retrocesso nas relações trabalhistas, abre uma chaga no processo civilizatório em Mato Grosso do Sul", finalizou o deputado.
Fonte: Site do deputado Tetila
Nenhum comentário:
Postar um comentário