sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Tutores de 132 municípios de quatro estados fazem cursos


O programa Gestão da Aprendizagem Escolar (Gestar II), da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, atenderá, na próxima semana, 132 municípios de Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Pará. Tutores indicados pelas secretarias de educação dos municípios participarão de cursos de formação continuada em português e matemática.

De 6 a 11 de dezembro, a formação para tutores de 77 municípios da Bahia será ministrada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no Centro de Formação de Professores da instituição.

De 6 a 10 de dezembro, em Petrópolis, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) formará os tutores de 16 municípios do Rio de Janeiro e também profissionais da secretaria de educação do estado. 

Na mesma data, ocorrem as formações para tutores de 16 municípios do Rio Grande do Norte – atendidos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Centro Municipal de Referência, em Natal – e 23 cidades do Pará. Oferecida pela Universidade Federal do Pará (UFPA), a formação desses tutores ocorrerá no Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA.

Este ano, o Gestar II capacitará docentes de 468 municípios em 22 estados do país. Municípios de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e Tocantins já participaram de cursos de formação para tutores.

Sob a orientação de universidades públicas, os tutores são os responsáveis pela formação dos professores de português e matemática dos anos finais (sexto ao nono) do ensino fundamental de escolas públicas. Só em 2010, 25.935 professores se inscreveram para obter a formação oferecida pelo programa. 

Fonte: Ministério da Educação

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação é destinado para o Estado


O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) transferiu R$ 10.288.483,68 para a construção de escolas de educação infantil e de quadras poliesportivas escolares, em municípios de todas as regiões do país, no âmbito da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). O recurso está disponível a partir desta quinta-feira, 20 de outubro.

Para as quadras esportivas foram repassados R$ 2.790.976,12 a 16 municípios dos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O restante do recurso, R$ 7.497.507,56, foi destinado à edificação de creches em 40 municípios dos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. 

Fonte: Ministério da Educação

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Programa informatizado ajudará unidades a aperfeiçoar gestão


Um grupo de seis hospitais universitários vinculados a instituições federais de ensino superior do Paraná, Pará, Maranhão e Mato Grosso do Sul começou a implantar o Aplicativo de Gestão dos Hospitais Universitários (AGHU). Desenvolvido pelo Ministério da Educação, com base no modelo do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, o aplicativo é destinado a aperfeiçoar a gestão dos 46 hospitais-escola federais. 

De acordo com o diretor de hospitais e residências em saúde da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, José Rubens Rebelatto, a implantação do aplicativo na totalidade da rede será finalizada em quatro anos. O prazo leva em consideração a necessidade de mudanças nas unidades de saúde, treinamento de pessoal e instalação de equipamentos.

Faz parte do novo instrumento de gestão hospitalar um prontuário informatizado de cada paciente, com informações de ingresso, pedidos de exames, receitas de medicamentos e cirurgias. Os dados são usados por médicos, enfermeiros, setor administrativo e tesouraria. O sistema informatizado é alimentado em tempo real. “Com o aplicativo, o diretor do hospital tem todos os dados na ponta dos dedos”, diz Rebelatto. 

O sistema foi testado, em 2010, na Maternidade Victor Ferreira do Amaral, unidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Segundo Rebelatto, os testes permitiram ao MEC fazer ajustes e atualizações que agora possibilitam o uso do software na diversificada rede de hospitais nas cinco regiões do país. Ele salienta que o desenvolvimento do sistema ocorre hoje paralelamente à implantação. Trabalha na construção, aperfeiçoamento e avaliações do aplicativo a Diretoria de Tecnologia de Informação do MEC, em parceria com técnicos do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

Recursos — Dados da Diretoria de Hospitais Universitários e Residências em Saúde mostram que os 46 hospitais aderiram ao programa de gestão. Para implantá-lo, o MEC já investiu R$ 40 milhões e ainda receberá repasse de R$ 68 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A implantação do novo modelo de gestão hospitalar integra o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (Rehuf) do MEC.

Abrangência — Os hospitais universitários federais são predominantes nas regiões Sudeste (16 unidades) e Nordeste (15). Os estados da região Norte têm a menor representatividade na rede universitária — três hospitais, distribuídos entre o Pará e o Amazonas. A região Sul tem sete unidades e o Centro-Oeste, cinco.

Dados da Sesu indicam 10,3 mil leitos ativos na rede — 90,2% da capacidade instalada. Informações referentes a 2008 mostram, como principais atividades assistenciais desenvolvidas, um milhão de atendimentos de emergência; 402,8 mil internações; 6,3 milhões de consultas e 20,8 milhões de procedimentos (cirurgias e exames). Com relação a transplantes, a rede respondeu, em 2008, por 10,7% (2.295 procedimentos) do total realizado no país (19.128).

Ainda em 2008, nas atividades de ensino, os hospitais universitários envolveram 5,7 mil professores; 71,8 mil estudantes; 874 programas de residência médica e 4,6 mil médicos residentes. Em pesquisa, a rede somou 1,2 mil dissertações; 535 teses; 1,9 mil publicações nacionais; 4,4 mil publicações internacionais e 5,7 mil projetos desenvolvidos. 

Fonte: Ministério da Educação

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Região Centro-Oeste registrará quase 80 mil matrículas a mais


A expansão da educação superior e profissional na região Centro-Oeste vai dar um salto até 2014. O número de matrículas nas universidades públicas subirá de 81,7 mil matrículas para 119,4 mil, enquanto os institutos federais de educação, ciência e tecnologia triplicarão o número de alunos, passando de 22,2 mil para 62 mil. 

Os três estados e o Distrito Federal, que formam a região, têm hoje cinco universidades federais com 28 câmpus, além de cinco institutos federais, com 22 unidades de ensino. Ao final de 2014, o Centro-Oeste manterá as cinco universidades, mas seus câmpus serão 31. Já os cinco institutos de educação profissional superarão o dobro de unidades – serão 56. 

Entre os estados da região, dois se destacaram nas duas primeiras etapas da expansão ocorridas no período de 2003 a 2010. Mato Grosso do Sul tinha, em 2003, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) com sete câmpus e 14,7 mil matrículas. Em 2005, o estado ganhou a segunda instituição pública de ensino superior, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Juntas, a UFMS e a UFGD fecharam 2010 com 12 câmpus e 18,6 mil matrículas. Em 2014, elas manterão o mesmo número de câmpus, mas as matrículas subirão para 26,2 mil.

Goiás é destaque na expansão na rede de educação profissional. É o único estado do Centro-Oeste com dois institutos federais de educação – o instituto de Goiás e o Goiano, ambos com sede em Goiânia. No final de 2010, os dois institutos tinham 13 unidades no interior do estado e 12,5 mil alunos matriculados. Em 2014, os institutos terão 22 unidades espalhadas em 21 municípios e 23,4 mil matrículas.

Fonte: Ministério da Educação

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Universidades do Mato Grosso do Sul inauguram instalações


O presidente Luíz Inácio Lula da Silva e o ministro Fernando Haddad participam nesta terça-feira, 24, da inauguração de instalações do campus de Dourados da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). 

Foram inauguradas quatro obras realizadas a partir do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni): a quadra poliesportiva, o restaurante universitário, o centro de educação infantil – com capacidade para atendimento a 120 crianças – e o edifício do auditório com capacidade para um público de quase 900 pessoas. 

Atualmente, a UFGD atende cerca de 4.500 alunos matriculados em 28 cursos de graduação. A instituição também oferece cursos de pós-graduação em nível de especialização, mestrado e doutorado. 

A UFGD foi criada em 2005 a partir do desmembramento do campus de Dourados da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). 

Simultaneamente à inauguração em Dourados, foram inauguradas as instalações do campus de Ponta Porã da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. A inauguração na cidade sul-mato-grossense foi transmitida por videoconferência durante a cerimônia em Dourados e contou com a participação da diretora de desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior do MEC, Adriana Rigon Weska. 

O campus de Ponta Porã da UFMS possui uma área de 1.756m² com 20 salas de aula, um laboratório de informática, um auditório para 130 pessoas, uma biblioteca, 16 salas de professores e 12 salas administrativas. 

Tendo iniciado seu funcionamento em 2008, o campus de Ponta Porã oferece os cursos de graduação em sistemas de informação (bacharelado) e matemática (licenciatura), cada um com 60 vagas disponíveis. No início deste ano, teve início o curso de ciências da computação, com a oferta de 50 vagas.

Fonte: Ministério da Educação

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Expansão do ensino técnico leva cursos a todos os estados


Com o início das aulas do segundo semestre, todas as unidades da federação estão com oferta de ensino técnico federal. Das 214 novas unidades previstas nas duas fases do plano de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, lançadas em 2005 e 2007, 180 já estão em funcionamento. Essas escolas geram 89 mil novas matrículas de cursos técnicos, de licenciaturas e de cursos superiores de tecnologia. 

Outras 15 escolas têm início das aulas previsto para a primeira quinzena de setembro, elevando para 195 o número de novas escolas em funcionamento. As áreas dos cursos estão sintonizadas com as potencialidades de cada região. Dos R$ 1,1 bilhão previstos para infraestrutura, mobiliário e equipamentos, o Ministério da Educação já investiu R$ 850 milhões. 

“Essas escolas trazem benefícios imediatos, não só para os estudantes, mas para o desenvolvimento de toda a região”, resume Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional do MEC. “A cada semestre, entram novos alunos e os egressos saem qualificados e invariavelmente colocados no mercado de trabalho.” 

Novas – Em quatro unidades da federação, a oferta de educação profissional federal é uma novidade. Acre, Amapá, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal não contavam com escolas federais antes de 2003. No Amapá, a previsão de início das aulas é para 8 de setembro, com 140 alunos em Macapá e 200 vagas em Laranjal do Jari.

Em Rio Branco, os primeiros alunos do instituto federal estão recebendo orientações sobre os cursos e fazendo a sensibilização artística sobre a cidade. Alunos de manutenção de informática integrada a educação de jovens e adultos, segurança do trabalho e cooperativismo fizeram visitas guiadas aos principais espaços da capital acreana. Os próprios estudantes fotografam o que acham interessante dos passeios e, depois, interagem em diálogos sobre o desenvolvimento urbano, arquitetura, meio ambiente e sociedade. 

“A proposta é direcionar o olhar para o local em que residem, vislumbrando como que podem colaborar como cidadãos e futuros profissionais em suas áreas”, conta o reitor Elias Vieira. 

Com as novas escolas, a rede federal conta atualmente com 320 unidades. São 270 mil vagas em cursos técnicos, educação de jovens e adultos, cursos superiores de tecnologia, licenciaturas e pós-graduação. 

Fonte: Ministério da Educação

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dilma anuncia criação de universidades e unidades de institutos federais


A presidenta da República, Dilma Rousseff, anuncia nesta terça-feira, 16, a criação de quatro universidades federais, a abertura de 47 câmpus universitários e 208 unidades dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, espalhados em todo o país. 

Até 2012, serão implementados 20 câmpus universitários em oito estados e 88 unidades de institutos federais em 25 estados. Além disso, prefeitos assinarão termos de compromisso para a construção de 120 unidades de institutos federais em municípios dos 26 estados e no Distrito Federal. Pelas previsões, que todas as unidades estarão em funcionamento nos próximos três anos. 

Universidades – As novas universidades federais serão instaladas no Pará, na Bahia e no Ceará. A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) terá sede na cidade de Marabá, onde hoje funciona o câmpus Marabá da Universidade Federal do Pará (UFPA). A Universidade Federal da Região do Cariri (UFRC), no Ceará, terá sede em Juazeiro do Norte. Ela será instalada na atual estrutura do câmpus Cariri, que pertence à Universidade Federal do Ceará (UFC). 

A Bahia ganha duas instituições. A Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba) com sede em Barreiras, onde atualmente funciona o câmpus Barreiras da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), que terá sede em Itabuna. 

A Universidade Federal do Ceará transfere três de seus câmpus para a Universidade Federal da Região do Cariri – câmpus Cariri (na cidade de Juazeiro do Norte), Barbalha e Crato; a Universidade Federal do Pará passa à Unifesspa o câmpus Marabá; e a Universidade Federal da Bahia transfere o câmpus Barreiras à Ufoba. No conjunto, as quatro novas universidades federais terão 17 câmpus, dos quais 12 serão criados (Tabela 1). 

Outras 12 universidades federais, de 11 estados, ganharão 15 câmpus. No Pará, a UFPA ganha um câmpus; na Bahia, a UFBA e a UFRB, um câmpus cada uma; no Ceará, a UFC (2); em Pernambuco, a UFRPE (1); em Goiás, a UFG (2); no Maranhão, a UFMA (1); no Mato Grosso, a UFMT (1); em Minas Gerais, a UFVJM (2); em São Paulo, a Unifesp (1); em Santa Catarina, a UFSC (1); no Rio Grande do Sul, a UFSM (1). (Tabela 2) 

2011-2012 – Até o fim de 2012, o governo federal deve concluir a implantação de 20 unidades, distribuídas entre 12 universidades federais localizadas nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste. Essa ação atenderá 20 municípios de oito estados. Entre as instituições com maior número de unidades, se destacam a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que se expande para sete municípios, e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que amplia sua presença em Osasco e na Zona Leste da capital. (Tabela 3)

Institutos federais – Prefeitos de 120 municípios assinam nesta terça-feira, 16, o compromisso com o governo federal de oferecer terrenos para a instalação de unidades de educação profissional em suas cidades. A concretização das novas escolas deve acontecer em 2013-2014. As 27 unidades da Federação estão contempladas: Acre (um município), Alagoas (4), Amapá (2), Amazonas (4), Bahia (9), Ceará (6), Distrito Federal (uma cidade), Espírito Santo (2), Goiás (5), Maranhão (8), Mato Grosso (3), Mato Grosso do Sul (3), Minas Gerais (6), Pará (5), Paraíba (6), Paraná (7), Pernambuco (9), Piauí (4), Rio de Janeiro (7), Rio Grande do Norte (3), Rio Grande do Sul (7), Rondônia (1), Roraima (1), Santa Catarina (3), São Paulo (8), Sergipe (4) e Tocantins (2).

A essas 120 unidades de educação profissional se somam 88 que estão em construção, com término previsto para o fim de 2012. Ao final de 2014, portanto, o país terá ganho 208 unidades de educação profissional. 


Fonte: Ministério da Educação 

terça-feira, 10 de agosto de 2010

UFMS oferece curso sobre Formação Continuada em Conselho Escolar


Dirigentes e técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação, responsáveis pela implantação e fortalecimento dos conselhos escolares, podem se inscrever, até a próxima sexta-feira, 13, no curso Formação Continuada em Conselho Escolar, oferecido pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). O curso é promovido pelo Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação. 

Com o objetivo de contribuir para o debate e o aprofundamento do princípio constitucional da gestão democrática da educação, o curso terá duas fases com 80 horas cada uma. A duração será de aproximadamente quatro meses. 

Já os conselheiros municipais de educação e técnicos de secretarias de educação dos municípios que não dispõem de conselhos podem se inscrever para o curso Formação Continuada para Conselheiros Municipais de Educação, ofertado pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e promovido pelo Programa Nacional de Capacitação de Conselheiros Municipais de Educação, também da SEB. Inscrições são aceitas até dia 13. 

Com 160 horas e duração de seis meses, o curso tem o objetivo de fortalecer os conselhos municipais de educação, para que se tornem uma efetiva instância de proposição e normatização das práticas educacionais e espaço de mediação entre o poder público e a sociedade. 

As inscrições podem ser realizadas via internet, na página do Centro de Tecnologias Educacionais (CTE) da UFT. Os dois cursos serão desenvolvidos na modalidade de educação a distância, com a utilização de ambiente virtual de aprendizagem. Informações sobre inscrições podem ser obtidas por correio eletrônico.

Fonte: Ministério da Educação

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Escolas de diversos estados recebem R$ 136 milhões


Caixas escolares de escolas públicas do ensino básico de diversos estados receberam nesta semana, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), R$ 136.230.008,89 referentes ao programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Outros R$ 184.500,00 foram mandados para instituições de ensino de Camaragibe (PE), no âmbito do Plano de Desenvolvimento de Ensino (PDE Escola). 

Também foram enviados recursos para 29 associações de pais e amigos de excepcionais (Apaes), ou similares, sendo 13 instituições de Minas Gerais, três de Mato Grosso do Sul, duas de Mato Grosso, três do Paraná, seis do Rio Grande do Sul e duas de São Paulo. 

A transferência de recursos do PDDE é feita automaticamente para os caixas escolares ou associações de pais e mestres das escolas cadastradas no programa. O programa agrega diversas ações. Seus principais objetivos são a melhora da infraestrutura física e pedagógica das escolas e o reforço da autogestão escolar nos planos financeiro, administrativo e didático, contribuindo para elevar os índices de desempenho da educação básica. O orçamento do PDDE para 2011 é de R$ 1,5 bilhão. 

Fonte: Ministério da Educação

terça-feira, 15 de junho de 2010

Trabalho voluntário transforma escola e estimula os alunos


Ao assumir a direção da Escola Aurora Pedroso de Camargo, em Dourados, no Mato Grosso do Sul, em janeiro de 2009, a professora Denize de Moura Martins colocou em prática seus planos para aperfeiçoar a instituição. Embora estivessem no período de férias, ela e um grupo de pais trabalharam muito, durante cerca de um mês, pintando salas, arrumando o jardim e construindo rampas de acesso.

Quando as aulas recomeçaram foi uma surpresa: a escola estava renovada. “Que transformação! Os alunos gostaram, os pais amaram e os professores se apaixonaram”, conta Denize. Segundo ela, que é pedagoga e se dedica ao magistério desde 1993, os professores, antes desanimados com o comportamento dos alunos e a falta de material, ficaram entusiasmados com a mudança ocorrida. Todos decidiram, então, que as melhorias na escola deveriam ter continuidade. Os recursos para isso são obtidos com a realização de festas beneficentes.

“Estamos transformando a escola a cada dia”, diz Denize, que vinha exercendo a coordenação pedagógica da Escola Aurora, desde o ano 2000, período em que aproveitou para identificar as mudanças mais necessárias. Quando ela assumiu, a escola tinha 650 alunos da educação infantil e ensino fundamental. Atualmente são 725 matriculados. “Só de escolas particulares vieram 25 estudantes, em 2010. Foi uma demanda muito grande”, salienta Denize, para quem “o que se faz, é preciso fazer bem feito e com amor”.

De acordo com a professora Márcia Sueli Figueiredo, do quarto ano do ensino fundamental, pós-graduada em psicopedagogia, as melhorias ocorridas na escola, tanto físicas quanto pedagógicas, provocaram um aumento no rendimento escolar. “Hoje temos alunos interessados, participativos, comprometidos com os estudos e assíduos. As estatística confirmam esse crescimento”, salienta Márcia, que trabalha há 23 anos no magistério e há 21 anos nessa escola. 

Em 2008, a taxa de aprovação entre alunos do primeiro ao quinto ano foi de 70%, e entre os do sexto ao nono ano, de 52,5%. Em 2009, o percentual de aprovados entre o alunado do primeiro ao quinto ano chegou a 77,83%; entre os estudantes do sexto ao nono ano atingiu o total de 82,51%.

“Observou–se também um grande entusiasmo dos alunos em participar das atividades propostas pela escola, na conservação dos bens físicos, na disciplina e, principalmente, na demonstração de orgulho de serem apontados como alunos da Escola Aurora”, destaca Marcia. Em sua opinião, entre as principais mudanças pedagógicas ocorridas na Escola Aurora estão: os projetos de leitura e música; implantação da horta, que complementa a merenda escolar; cursos de capacitação para os professores; reforma da biblioteca existente, com espaço físico para a educação infantil, e parcerias com universidades. 

Todos pela Escola – Quanto ao aspecto físico, Márcia cita, como principais aprimoramentos, a reforma da escola, com pintura e construção de calçadas; a criação de duas novas salas de aulas, reaproveitando espaços ociosos; a construção de um bicicletário com área específica e protegida; a revitalização da parte visual, com ajardinamento, cascata com peixes; além de estacionamento privativo para professores e funcionários. 

“Os Amigos da Escola trabalharam muito durante as reformas e ainda continuam trabalhando. A Escola Aurora hoje trabalha em equipe: todos pela escola”, salienta.
Para a professora Reassilva Stein Quast, que dá aulas do sexto ao nono ano do fundamental, os alunos estão mais participativos, receptivos e calmos. “Por ter diminuído a indisciplina, o aproveitamento dos alunos durante as aulas é maior, o que repercute em melhor aprendizado e pode ser observado por meio das notas”, diz Reassilva, que é formada em história, com especialização em história do Brasil e está no magistério há 12 anos, cinco dos quais nessa instituição.

Na opinião da professora Rosana Sandri Frantz, de educação artística, que leciona do segundo ao nono ano, as mudanças realizadas nas dependências físicas da escola foram muito significativas e proporcionaram aos alunos maior motivação. “Ser aluno do Aurora, hoje, implica também ter direitos e obrigações e querer não parar de crescer”, acredita Rosana, que tem especialização em história da arte e está há 20 anos no magistério, sete deles no Aurora.

Fonte: Ministério da Educação